Expedições
San Nicolau
Sábado 9 de Setembro de 2006.
Na sequência do nosso projecto dos naufrágios de Peniche, desta vez fomos visitar um já falado segundo naufrágio que encontra junto ao SS Dago, o qual alguns chamam de San Nicolau (falta confirmar), encontra-se a 47 – 50 mtr, dependendo da maré.
Após as combinações do costume, como sempre a viagem foi feita pela manhã muito cedo, a chegada estava prevista 7.30h – 7.45h.
Derivado a uma inesperada avaria no seu automovel, o nosso amigo Armando ficaria fora dos planos, e assim a equipa foi:
José Marques CCR Ouroboros
Filipe Worsdell CCR Ouroboros
Piotr Gajek CCR Inspiration
Sá Pinto OC
Misturas de fundo: TX 15 / 51
TX 18 / 30
TX 19 / 22
No cais de embarque iniciaram-se os preparativos do costume, analisar gases, calibrar e testar rebreathers, verificar bailouts, e colocar tudo a bordo, zarpar de seguida.
A viajem não é muito longa e 15 minutos depois estava-mos sobre o San Nicolao.
As condições estão boas, algum vento, mas o mar está relativamente calmo.
Começamos a equipar com calma e alguns minutos depois e com a ajuda preciosa do skeeper, lá entramos na água.
Derivado ás fortes marés, a corrente era forte, o que retardou a nossa descida, mas 2 minutos depois estávamos no fundo.
Muito boa visibilidade, mas com corrente forte a dificultar a progressão. O ferro estava na zona das caldeiras, nessa área a meio navio estão duas enormes caldeiras e dois caldeirins., mais o motor, tudo rodeado e coberto de redes de pesca ali presas.
Fomos nadando contra a corrente e ao longo do enorme mastro que se encontra tombado na direcção da popa, esta já não existe, apenas o enorme eixo do leme e a sua hélice ainda na vertical.
Todo o casco, já está destruído e assente no fundo, é uma carcaça aberta. A favor da corrente, agora deslizávamos para a proa, sem no entanto voltar a passar novamente pelas caldeiras, zona com algum interesse, mas daí para a proa, apenas chapa no fudo.
Na proa está um enorme monte de ferro, consegue-se identificar a corrente do ferro, este imediatamente á frente está quase na vertical, encostado ao bico da proa, visível apenas por um pequeno vértice de chapas de aço.
Enfim um naufrágio sem muito interesse á primeira vista, apenas de realçar a hélice, zona das caldeiras e talvez a proa. Num mergulho de 40 minutos consegue-se percorrer todo o destroço sem problemas.
A subida foi normal, apenas com forte corrente e fola nos últimos patamares, num total de 90 minutos de mergulho.
Talvez possamos voltar para umas fotos do Armando e mais umas filmagens do Sá Pinto. |