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Expedições

Sardenha > Bengasi

27/9 – BENGASI

Navio de carga e passageiros com 1,554 tons, este navio foi originalmente Dinamarquês “Almena” foi tomado pelo governo de Mussulini e rebatizado de St. Philippe. Mais tarde foi apoderado pelos Alemães e batizado de “BENGASI”. Em 11 de Novembro de 1942, foi torpedeado pelo submarino Inglês truculent ao largo do Cabo Carbonara. Encontra-se a 95mtrs de prof.









Uma noite bem dormida, levantar 7.00h, pequeno almoço 7.15h, 7.45 partida para o cais, carregar os barcos, desta vez íamos no 1º grupo, 8 CCR e 2 OC. Stefane, Colin, Simon, Gregory, John, José, Armando Fil, Jean-Luc e Philipe.

O Stefano e Roberto eram os skeepers, a viagem durou cerca de 20 min.

As nossa misturas inboard TX 12/60, bailout TX 15/50 e Ean 60, estava previsto 20 min a 95 mtrs, tudo calibrado, tudo verificado, vamos entrar, o Bengasi espera por nós. Nadamos para a shot, agua limpissima, começar a descer, tínhamos 3 ,min para chegar lá baixo, mas em 2 já la estávamos, foi uma descida alucinante, 20, 30, 50, 70, 95, e lindo, enorme. Cerca de 100mtrs de comprimento, inteiro de popa á proa, a shot estava no canhão de popa, nadamos ao longo do casco, subimos para a clarabóia da casa das máquinas, passamos sobre o porão de popa, seguidamente zona de ponte e passageiros enorme e comprida, seguimos em frente, para uma zona antes da proa, porão da proa e finalmente a proa, sem palavras o melhor wreck de sempre das nossas vidas, regressámos pelo mesmo caminho, mas tinhamos de visitar o porão dos cristais, que se encontrava na popa.

Foto de Armando Ribeiro



Um enorme porão cheio de milhares e milhares de lindas jarras, vasos, copos etc, todos de vidro e cristais, todo o chão coberto de objectos lindíssimos. O navio tinha cerca de 4 pisos e esta porão estava no piso –2, tivemos de descer e depois entrar para o dito local, fantástico, espectacular, é como regressar no tempo, este navio tem muito para explorar, não entramos na ponte ficaria para o dia seguinte, o computador marca 18 min, tínhamos de sair dali e chegar á shotline que se encontrava do outro lado junto ao canhão de popa, nadamos um pouco mais, é preciso ter calma, 2 minutos a 95mtr é muito tempo, aos 21 min estávamos lá.

NOTA: Fotos de Roberto Rinaldi



A subida ia ser muito, muito longa, os deep stops logo aos 82 mtr e por ai a cima, aos 50mtr fechei os olhos e senti-me a levitar sem gravidade, foi uma sensação única, soberba, no entanto a subida tinha de continuar, a partir dos 30mtr a temperatura aumenta e ficamos todos muito mais confortáveis, os últimos patamares foram longos, o ultimo cerca de uma hora. No total 2h e 40 min, mas valeu a pena, apesar das dores nos rins e costas, já quase não sentimos o corpo, as wrecks como este valem tudo.

Vamos repetir amanhã…

No entanto temos de preparar todo o equipamento para o dia seguinte, pois serão novamente 95mt e nunca podemos facilitar. Desta vez TX 10/60 inboard e TX 14 /51 baylout com Ean 60.

Antes de jantar tudo preparado,

No breefing da noite fomos escalados para o 3º grupo, iríamos ter mais tempo para dormir bem como para alguns imprevistos de ultima hora. A nossa saída estava prevista para as 11.30h, e o nosso almoço seriam umas sanswich a bordo.

28/9 – Novamente e sempre BENGASI.

Chegamos ao porto, já estão a chegar o 1º e 2º grupos, eles desembarcam nós embarcamos, semi rigido de 8,4 mtr, desta vez somos 7 CCR, Fil, Armando, José, Colin, John, Simon, Joane. Com todos a bordo Stefano e Roberto arrancam para mais um Bengasi, cerca de 20 min, tudo tranquilo a ansiedade é muito menor.



Equipar, o ritual de sempre, tudo sem stess, entrar na água, desta vez vamos fazer menos tempo apenas 15 min, e algumas fotos com Armando, a ideia será fazer a popa, canhão, hélice, porão dos vidros e regressar á shot, assim será. 1, 2, já nadamos em direcção á shot, a descida foi vertiginosa 2 min e já estamos em cima dele, foi uma queda livre total até aos 95mtr, lindo, era compensar e ar no fato.

Ao chegar estabilizar flutuabilidade, po2 e nadar em direcção ao porão, descer lá baixo, entrar lá dentro e tirar umas fotos, sair calmamente para não levantar muita suspensão, direcção popa ao longo do maravilhoso casco, descer um pouco mais para a hélice, o leme ainda está intacto, voltar a subir para o deck junto do canhão, depois fomos para a claraboia da casa das máquinas, linda deveria de ser toda envidraçada, olhamos para o computador e 15 min passam num instante, a água não estava tão limpa como no dia anterior, e até estava mais fria.

O barco é maravilhoso, é tudo aquilo que imaginamos de mergulho em naufragio, o ambiemte é soberbo, um azul quase cinza, um silêncio esmagador, só interrompido vagamente quando tentamos comunicar com o parceiro.

Fotos de Roberto Rinaldi



A subida foi calma, tivemos tempo para observar pela ultima vez o Bengasi, lá em baixo vê-se perfeitamente os seus contornos magníficos a desaparecerem no azul profundo, é quando nos despedimos dele que verificamos em como é enorme e nós tão insignificantes, metro a metro vai desaparecendo até que fica apenas azul, agora são outras cores que temos de observar, as do ecrã do nosso computador.

Foto de Armando Ribeiro

Vamos subindo e parando, desta vez serão só 2 horas. Dos 12 mtr para cima o costume, uma enorme estopada que temos de aguentar, sentimos que estamos bem preparados e afinal não custa nada. Para reduzir um pouco a longa deco, mudo o set point para 1,5 dos 9mtr até á superfície, consigo tirar quase 20 min, mesmo com air breaks pelo meio para baixar o CNS, vale a pena.

Foto de Stephane Harvard

Galeria de fotos
Fotos de Roberto Rinaldi e Stephane Harvard
























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