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3 Julho – O submarino
(continuação da Expedição "Andrea Doria")
(...) Por volta das 5.30h da manhã, foram chamar Aldo, estávamos no local do submarino, mas o mar não estava em condições e o capitão queria ir embora para casa o mais rápido possível, só mais tarde descobrimos que o feriado nacional de 4 de Julho era no dia seguinte.
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4 Horas mais tarde e a chegar a Montauk o mar estava chão e perfeito para mergulhar, e mesmo a chegar ao porto decidimos que queríamos mergulhar novamente, pois tínhamos pago mais um dia e assim forçamos o capitão a dar meia volta e voltar para trás, era a nossa revolta.
Foram mais 4 horas a navegar, fomos preparando os rebreathers com muita calma para o que seria o ultimo mergulho. |
Ao chegarmos foi o habitual, fomos equipando por equipas, desta vez eu e armando fomos os primeiros, tivemos direito a fotos e filmagens de todos, saltou o armando e eu segui-o de imediato.
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Água fria e escura, fomos descendo rapidamente e 2 minutos depois estávamos na torre do submarino SS Bass, a 55 metros, |
Submarino enorme que se encontra partido em duas parte no fundo. Após algumas fotos na torre, fomos nadando para a popa, a corrente era ligeiramente forte, o silêncio total, a visibilidade 8 metros nada mal.
Como uma boa equipa fomos nadando lado a lado até á popa, um longo caminho, descemos para o leme e hélices, local soberbo, mais umas fotos para apreciar este belo U-boat,


...depois subimos para o topo e contra a corrente fomos nadando com algum esforço em direcção á torre, aos 50 minutos estávamos na shot, foi um belo mergulho.
No final ainda tivemos a companhia de Simone e de Adam, já na deco todos nos encontramos para uma bela despedida desta difícil mas fantástica expedição.
No deck arrumámos os equipamentos e fomos secando os fatos e roupa interior, o regresso durou 4h e deu para arrumar as malas e a bagunça da noite anterior. |

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A chegada ao porto de Montauk foi ás 16.30h, nós só queríamos sair daquele barco maldito e ver de longe o palhaço do capitão.
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Esta nem, uma palavra, nem apareceu para se despedir, simplesmente nada.
A tripulação são um bando de escravos mas ao mesmo tempo são uns pobres bimbos Red Neck, que têm medo do patrão, mas que durante a expedição foram-se rendendo ao nosso espírito de equipa, força de vontade a acima de tudo uma enorme amizade, e no final já nos emprestavam algum do seu equipamento como por exemplo bailouts din.
Quando atracámos descarregamos todo o equipamento, e arrumamos tudo na carrinha e seguidamente vestimos a farda oficial da expedição para a tão aguardada foto de uma vida, a foto oficial da expedição Andrea Dória 50º aniversário.
Momentos fantásticos e únicos que jamais iremos esquecer, a alegria e orgulho estava nas nossas caras, ainda tivemos o prazer de brindarmos com uma pequena taça/copo em estanho encontrado por Aldo dentro do Dória, foi a nossa taça e prémio merecido, algo de fantástico, era impossível esconder a emoção WE DID IT.
Mais tarde fomos tomar banho, o único ao fim de três dias, ao nosso motel, e depois um belo jantar numa esplanada junto ao mar, brindado com champanhe, afinal de contas bem merecido, pois afinal tínhamos conquistado o tal Everest do mergulho.
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